Com bebida pronta para beber e vinhos produzidos em três países, Casa Valduga diversifica o portfólio e reforça a presença internacional na Prowine 2026
Seguindo a tendência de oferecer vinhos leves e refrescantes, atendendo ao público que busca alternativas de bebidas refrescantes e com baixo teor alcoólico, a Ponto Nero, marca da Casa Valduga, lançou recentemente o Limonero Spritz. O produto compõe com a oferta de outros rótulos de mercado nacional como o Garden Spritz, da Chandon, com as opções práticas em lata da Rio Valley que são sucesso na região Nordeste e expandem em todo o país, com o Aperol Spritz (que ainda necessita ser preparado com espumante e água com gás), entre outras.
Limonero Spritz é uma bebida pronta para beber, com sabor cítrico (não podia ser diferente por ter limão como ingrediente base para o sabor e aroma), adicionado ao blend de vinhos de uvas que compõem a linha Ponto Nero. O teor de álcool abaixo de 5% faz com que a bebida concorra até com as cervejas, com toque bem refrescante.
O preço de mercado deve ficar abaixo de R$ 50,00 por garrafa, que é valor acessível para aperitivos comparando com outras opções de mercado.

Inovação e sustentabilidade guiam as diretrizes da Valduga
Em conversa com Eduardo Valduga, é evidente o cuidado e o carinho que tem com a marca, com a tradição da família e a empresa como um todo. Logo ao início da conversa, prontamente refez a frase da colega na empresa ao comentar que o Mundvs era uma criação dele:
“Nós criamos a linha Mundvs, eu não faço nada sozinho. É uma obra de toda a empresa, assim como tudo o que produzimos”.
Eduardo explica que a motivação de explorar novos vinhos como a linha Mundvs vem da mentalidade e espírito inovador da empresa:
“Nós da família Valduga temos uma característica, ou seja, um diferencial específico que é inquietude, inovação. A busca por amplitude de mercado e observar as mudanças do clima e do mundo. Na oportunidade, a família Valduga, para ampliar seu portfólio, globalizar o vinho com uma oportunidade de fazer com nossos clientes viagem mundo afora, com as nossas características, com o nosso jeitinho de produzir vinhos, fomos ao Chile.“
O executivo explica que a partir desse primeiro capítulo, a família Valduga vai girar em todos os continentes para buscar contatos, experiências e relacionamentos. Após isso, com essa relação, a empresa criará produtos que servem para abastecer e atender o que o mercado está mostrando como tendência ou oportunidade.
Inicialmente, a linha Mundvs conta com três rótulos:
- Mundvs Cabernet Sauvignon (Chile): Produzido com uvas cultivadas em vinhedos de altitude no renomado Vale do Maipo. Passa por um longo amadurecimento em barricas de carvalho francês, resultando em um tinto estruturado, complexo e com notas marcantes de chocolate, café e baunilha.
- Mundvs Malbec (Argentina): Elaborado com uvas de Mendoza, aos pés da Cordilheira dos Andes. É um vinho encorpado, robusto e muito equilibrado, que estagia por longos meses combinando barricas de carvalho e o envelhecimento nas caves da vinícola. Destaca aromas de frutas vermelhas maduras, ameixas e especiarias.
- Mundvs Portugal Reserva: Versão nascida na região do Alentejo, combinando castas como Syrah, Aragonês e Alicante. Apresenta um perfil com notas de frutas em compota e toques tostados.

Vinícola se adapta ao ecossistema
É fato que o agro, como um todo, está sujeito às mudanças climáticas. Temporadas de chuvas e secas incertas, insolações variadas trazem ameaças biológicas às plantas. No mundo do vinho, essas variações igualmente são significativas, resultando em produtos com qualidades distintas entre as safras.
Segundo Eduardo, a continuidade é imprevista diante das mudanças climáticas. Hoje, no ano 2026, nós temos a influência do El Niño. O Rio Grande do Sul não foi tão afetado quanto previsto, mas os estados de Santa Catarina e Paraná foram muito. Hoje, ele entende que não consegue garantir o que acontecerá em 2027, mas buscará o que pode fazer de melhor com o que obterá:
“Então, o que que cabe a nós? Nos preparar e controlar o clima, a frutificação, a maturação do fruto, com (a elaboração) do produto que melhor se identifica naquele caso, naquele problema.”
Atualmente, a maior parte dos vinhedos da Valduga é própria, no Vale dos Vinhedos. A região vitivinícola é formada por pequenos proprietários, por pequenas propriedades, e esse conjunto de pequenas propriedades são fornecedores diversos que se apoiam e contam com o suporte técnico da equipe da Valduga para fornecer cerca de 30% das uvas.
Comunidade que se apoia
A rotatividade e o apoio mútuo entre os fornecedores terceirizados de uvas é fundamental para a sobrevivência das famílias e a sustentabilidade. Os vizinhos colaboram e ajudam no trato das videiras, na colheita, um trabalho rotativo entre as propriedades, e nos momentos difíceis de ameaças climáticas.
Esse laço na vitivinicultura brasileira, em uma região, somente sobrevive com o trabalho dinâmico e conjugado entre os viticultores, reforça Eduardo:
“Não é só na produção, mas também em momentos críticos. Quando há tempestades, que um vinhedo cai por ventania, esse produtor não se levanta sozinho. Ele precisa do vizinho, ele precisa do todo. Então, esse movimento de comprar uvas, ajudar na parte técnica, motivar sobre orientações técnicas, faz esse conjunto de apoio, de união.
Identidade nacional dos espumantes
Tendo iniciado sua jornada no Brasil no ano 1875, a família Valduga tem uma longa história para contar no mundo dos vinhos. Hoje, se consolida como uma das principais marcas de espumantes do Brasil, com exportações para diversos países do mundo, com identidade nacional própria.
O terroir brasileiro para o espumante é muito particular: está bem definido com as características e qualidade dos produtos que obtém com as uvas com que trabalha. O mesmo processo de padronização de origem ocorreu em muitos países no mundo. Segundo Eduardo, este processo no Brasil é uma das grandes avenidas de consolidação dos produtos de maior fortaleza do terroir brasileiro:
“O espumante brasileiro hoje está consolidado. Há um tempo que a vitivinicultura brasileira estava participando no mercado e, lá atrás, no início, estava vendendo, elaborando litro de vinho pra sobreviver. Então, o caminho tradicional hoje é a consolidação. É a consolidação de fortalezas, de região e cultura. Então, hoje, o que nós precisamos é a marca do espumante brasileiro.”
Eduardo reforça que nós temos já qualidade, temos constância e temos garantia pro o consumidor brasileiro e internacional:
“O conceito de dupla poda, de colheita de inverno, é único no planeta. E é, com certeza, um objetivo querer participar dessa história do vinho brasileiro. Agora, nós precisamos nos consolidar com a marca e garantir que o brasileiro, o setor, se consolide no mercado brasileiro e mundo afora.”
