Grupo Piracanjuba_Tetra Pak

Unidade em São Jorge d’Oeste (PR) processa mais de 1 milhão de litros de leite por dia e já nasce preparada para expansões futuras

O Grupo Piracanjuba inaugurou uma de suas maiores apostas industriais dos últimos anos: uma fábrica de queijo capaz de processar mais de 1 milhão de litros de leite por dia. A unidade fica em São Jorge d’Oeste, no Paraná, e amplia a presença da companhia no estado.

Para tirar o projeto do papel, a empresa contou com o apoio da Tetra Pak, que participou de todas as etapas, da concepção da planta ao fornecimento das tecnologias que hoje a equipam. A multinacional sueca é uma das principais fornecedoras de soluções de envase e processamento para a indústria de alimentos no mundo.

Atualmente, a planta é dedicada à produção de manteigas e de queijos em peças ou fatiados, com destaque para a mussarela. Mas a estrutura foi pensada para ir além da demanda inicial e acompanhar o crescimento do grupo nos próximos anos.

Da concepção à operação: uma parceria em todas as etapas

O projeto nasceu ainda na fase de engenharia, com o desenvolvimento de um Engineering Work Agreement (EWA). Esse pré-projeto reuniu especialistas brasileiros e estrangeiros da Tetra Pak com uma equipe multidisciplinar do Grupo Piracanjuba.

Foi nessa etapa que foram definidos os principais parâmetros da futura planta, como capacidade produtiva, fluxos de processos, tecnologias e equipamentos. O desafio incluía também preparar a unidade para receber, futuramente, a fabricação de outros produtos.

Luiz Claudio Lorenzo, presidente do Grupo Piracanjuba, destaca a importância dessa parceria desde o início do projeto.

“Nós tínhamos o objetivo de ter uma planta capaz de processar mais de 1 milhão de litros de leite por dia para a produção de mussarela e estabelecer um novo patamar de eficiência, automação e inovação para a indústria brasileira. Para tirar esse plano do papel, contamos com a parceira da Tetra Pak desde as etapas iniciais do projeto.”

Com esse olhar para o futuro, a unidade foi projetada para superar o objetivo inicial. Ela já está preparada para processar até 1,2 milhão de litros de leite por dia.

Tecnologias de ponta na linha de processamento

Após a conclusão do projeto, a Tetra Pak forneceu as soluções responsáveis pela recepção e estocagem do leite, além da estocagem de soro. A tecnologia também abrange sistemas de CIP (Cleaning in Place), pasteurização e padronização do produto.

Um dos destaques é o sistema de membranas para padronizar a relação entre caseína e gordura do leite, o primeiro desse tipo instalado pela Tetra Pak no Brasil. A tecnologia aumenta a eficiência do processo e contribui para a padronização da matéria-prima e a qualidade da mussarela.

Sustentabilidade como parte do projeto

A unidade tem 54 mil m² e foi projetada com foco em eficiência e sustentabilidade. Ela conta com sistemas de reaproveitamento de água e produção e uso de biogás como fonte de energia renovável, reduzindo o impacto ambiental das operações.

Ana Paula Forti, diretora de Processamento da Tetra Pak Brasil, explica como esse olhar integrado orientou o apoio da empresa ao Grupo Piracanjuba.

“Para a Tetra Pak, promover a sustentabilidade na indústria de alimentos é essencial para a manutenção de um ciclo positivo, que gere valor para a empresa e a sociedade em seu entorno. Por isso, nosso apoio ao Grupo Piracanjuba teve o olhar integrativo entre eficiência e performance ambiental, com equipamentos que contribuem para a redução do impacto em todos os processos.”

Novos caminhos para o soro do leite e o mercado de whey protein

A união entre crescimento industrial, inovação e desenvolvimento regional também abre espaço para categorias de maior valor agregado. Segundo o Serviço de Inspeção Federal (SIF) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a importação de whey protein concentrado (WPC) representa 54% do consumo nacional.

Enquanto isso, cresce a busca por produtos ricos em proteína, impulsionada pelo desejo de manter uma alimentação mais saudável e prática. Esse cenário abre caminho para o crescimento da produção nacional do insumo a partir do soro do leite, um remanescente da fabricação de queijo.

Com essa visão, a nova planta foi preparada para, no futuro, aproveitar esse material na produção de concentrados proteicos. A unidade também foi projetada com a possibilidade de ampliar sua atuação com a produção de lactose em pó e requeijão.

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