Gran Formaggio RAR

Produto da Rar Gastronomia é elaborado a partir de leite de rebanho próprio, com fazenda e laticínios certificados em Bem-Estar Animal

A busca por alimentos com atributos ligados à saudabilidade tem ganhado peso nas decisões de consumo. Segundo a pesquisa Voz do Consumidor 2025, da PwC, 41% dos brasileiros e um terço dos consumidores no mundo afirmam que os benefícios à saúde estão entre os fatores mais importantes na hora de trocar a marca de um alimento.

Nesse cenário, o Gran Formaggio Rar se destaca por reunir processo produtivo diferenciado e características que atendem a diferentes perfis de consumo, incluindo pessoas com restrição à lactose. Primeiro queijo tipo Grana produzido fora da Itália, o produto entra em um segmento historicamente dominado pelos ícones italianos Grana Padano e Parmigiano Reggiano.

O Gran Formaggio Rar é naturalmente sem lactose devido ao processo de produção e ao longo período de maturação, que varia entre 12 e 18 meses. Durante esse tempo, ocorrem transformações físico-químicas e microbiológicas responsáveis pela quebra da lactose presente no leite, deixando o produto com teores residuais praticamente nulos.

Um queijo tipo Grana feito com leite de rebanho próprio

A matéria-prima é um dos pilares do Gran Formaggio Rar. O queijo é elaborado com leite semidesnatado, de alta qualidade devido à alimentação das vacas, com baixo teor de sódio e rico em proteínas, produzido nas fazendas próprias da RAR Agro & Indústria.

A empresa reforça que a origem do leite está diretamente ligada ao compromisso com o bem-estar animal e a rastreabilidade da cadeia produtiva. Sergio Martins Barbosa, presidente executivo da RAR Agro & Indústria, destaca o papel da tradição aliada à inovação na elaboração do produto.

“Além da tradição e da qualidade que buscamos entregar em cada peça, o Gran Formaggio representa o compromisso da RAR com a inovação e uma produção responsável. É um queijo elaborado com leite das nossas próprias fazendas, que possuem certificação de Bem-Estar Animal, garantindo cuidado em todas as etapas da cadeia produtiva.”

Os cristais de tirosina e o papel da longa maturação

Um dos diferenciais sensoriais do Gran Formaggio Rar está nos cristais de tirosina, pequenas estruturas que surgem naturalmente ao longo da maturação e são características de queijos de longa cura. Esses cristais conferem textura levemente crocante e fazem parte da experiência de degustação do produto.

A tirosina é um aminoácido presente naturalmente em alimentos proteicos e participa da produção de neurotransmissores como a dopamina, associada a funções como motivação e sensação de bem-estar. Segundo especialistas, a presença desses compostos integra as características nutricionais dos queijos maturados, sempre dentro de uma alimentação equilibrada.

Jiovani Foiatto, diretor da Rar Gastronomia, explica o significado técnico do aparecimento dos cristais durante o processo de cura.

“O aparecimento dos cristais de tirosina é um indicativo de que o queijo passou por um processo adequado de maturação. Além de contribuir para a textura e intensidade de sabor, eles demonstram a evolução natural do produto ao longo do tempo.”

Como o Gran Formaggio Rar se compara ao Grana Padano e ao Parmigiano Reggiano

O segmento de queijos tipo Grana tem origem no norte da Itália, mais precisamente na região da Planície Padana e da Emilia-Romagna, berço tanto do Grana Padano quanto do Parmigiano Reggiano. Ambos pertencem à família dos queijos de massa dura e granulosa, desenvolvida ao longo de meses de cura, mas seguem regras de produção distintas.

O Parmigiano Reggiano, produzido apenas em Parma, Reggio Emilia, Modena e partes de Bolonha e Mantova, exige maturação mínima de 12 meses e veda o uso de conservantes, inclusive a lisozima. As vacas que fornecem o leite devem se alimentar exclusivamente de pasto fresco ou feno, sem forragens ensiladas, o que reforça o caráter mais artesanal do queijo. Já o Grana Padano, produzido em uma área maior, que abrange 32 províncias de cinco regiões italianas, permite silagem na dieta do gado e o uso de lisozima como conservante, com maturação mínima de nove meses.

O Gran Formaggio Rar segue uma lógica própria dentro desse universo. Assim como os queijos italianos, passa por maturação prolongada, entre 12 e 18 meses, e desenvolve naturalmente os cristais de tirosina típicos da categoria. A diferença central está na origem: o leite vem de rebanho próprio, com certificação de Bem-Estar Animal, e o resultado é um produto naturalmente zero lactose, atributo que não é o foco declarado dos processos tradicionais de Grana Padano e Parmigiano Reggiano, embora a longa cura também reduza a presença do açúcar do leite nesses queijos.

O cenário do parmesão tipo grana no Brasil

O Brasil produz queijo parmesão há décadas, mas historicamente com maturação mais curta, em torno de seis meses, resultando em um perfil de sabor mais suave que o das referências italianas. Nos últimos anos, no entanto, cresceu o número de laticínios nacionais que passaram a adotar o padrão de maturação mais longa, de 12 meses ou mais, para se aproximar da complexidade de sabor e da textura granulosa dos queijos tipo Grana.

Esse movimento aparece tanto em produtores de escala industrial quanto em queijarias artesanais mineiras, que apostam em lotes menores, leite de rebanhos locais e maturação natural, sem aceleração do processo por meios artificiais. O resultado é um mercado brasileiro de parmesão cada vez mais diversificado, no qual o Gran Formaggio Rar se posiciona pela combinação entre escala própria de produção de leite, controle sanitário e um atributo de saudabilidade específico: a ausência natural de lactose.

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