Às vésperas do Dia da Agricultura, a maior empresa de panificação do mundo detalha avanços em cinco países e mantém a meta de 100% de ingredientes-chave regenerativos até 2050
Ao final de 2025, o Grupo Bimbo ultrapassou 500 mil hectares cultivados sob práticas de agricultura regenerativa. O número representa alta de 73% sobre os mais de 290 mil hectares reportados em 2024, segundo a companhia.
A divulgação acontece em torno do Dia da Agricultura, celebrado em 17 de outubro. A empresa reafirma o compromisso com um modelo agrícola que regenera solos e protege ecossistemas.
O avanço conta com parceiros no Canadá, nos Estados Unidos, no Brasil, no Reino Unido e no México. A meta é que, até 2050, todos os ingredientes-chave venham de terras cultivadas nesse modelo.
Solo degradado pressiona a cadeia de alimentos
Segundo a FAO, mais de 50% dos solos agrícolas do planeta apresentam algum nível de degradação. As projeções indicam que o índice pode chegar a 90% até 2050 se as práticas atuais não forem transformadas.
Diante desse cenário, o Grupo Bimbo trabalha para fortalecer a cadeia de valor desde a origem. A companhia promove cultivos mais saudáveis e sistemas agrícolas mais resilientes, de olho na oferta futura de ingredientes.
Três princípios sustentam a estratégia
A estratégia de agricultura regenerativa da empresa se apoia em três frentes. A primeira é melhorar a saúde do solo. A segunda, fortalecer a biodiversidade e os ecossistemas. A terceira, acompanhar as comunidades produtoras na transição para práticas mais resilientes.
Para executar o plano, o grupo trabalha com centros de pesquisa como o Centro Internacional de Melhoramento de Milho e Trigo (CIMMYT) e com moinhos parceiros. O modelo é adaptado às condições de cada região, e mais de 570 produtoras e produtores já foram capacitados com apoio da empresa e de seus aliados.
Do plantio direto no Canadá à rotação de culturas nos EUA
No campo, as práticas são implementadas junto aos agricultores que participam dos programas. Em Saskatchewan, no Canadá, um produtor com mais de duas décadas de experiência combina plantio direto e tecnologias de monitoramento meteorológico. A combinação reduz a perda de nutrientes e fortalece a biodiversidade do solo.
Em Indiana, nos Estados Unidos, um agricultor de quarta geração integrou a rotação de milho, soja e trigo com culturas de cobertura para reduzir a erosão. Ele também opera uma unidade pecuária, o que dá mais resiliência a todo o sistema produtivo.
Brasil e Reino Unido ampliam o alcance do programa
Em 2025, o programa cresceu de forma significativa. No Brasil, um projeto piloto evoluiu para uma implementação formal, que reúne a equipe local, um fornecedor estratégico e produtores da região.
No Reino Unido, a companhia lançou, em parceria com especialistas, seu primeiro programa na Europa. A iniciativa marca a entrada da estratégia regenerativa no continente.
Compromisso com o campo e com as próximas gerações
Para a empresa, o avanço do modelo reforça a ligação entre o trabalho no campo e a oferta de ingredientes. A Diretora Global de Sustentabilidade do Grupo Bimbo, Alejandra Vázquez, resume essa visão:
“A agricultura regenerativa nos lembra que tudo o que fazemos começa no campo. Cada hectare adicionado a este modelo fortalece a saúde do solo, a resiliência dos agricultores e a disponibilidade dos nossos ingredientes-chave para as próximas gerações.”
Para 2030, a meta é manter e fortalecer as práticas já implementadas, preparando o terreno para a visão de longo prazo. É o caminho para a companhia seguir Alimentando um Mundo Melhor.
