soja solo mosaic

Mosaic defende que eficiência no uso de fósforo, raízes mais profundas e carbono ativo será decisiva para preservar produtividade e margem

A soja chega à safra 2026/27 com projeção robusta, mas com pouca folga para erro. A Conab estima produção de 181,6 milhões de toneladas, com produtividade média de 3.683 kg por hectare, o equivalente a 61,4 sacas.

Nesse cenário, os ganhos dependem menos de área nova e mais de eficiência dentro do que já é cultivado. Custos elevados e clima mais imprevisível pressionam a rentabilidade, e a adubação passa a ocupar o centro das decisões do produtor.

Para a Mosaic, uma das maiores produtoras globais de fosfatados e potássio combinados, a eficiência nutricional deve assumir papel estratégico no manejo da próxima temporada.

Fósforo na mira da economia de custos

Parte dos produtores avalia reduzir o fósforo para aliviar o caixa. O movimento é compreensível, mas tem risco: o nutriente é decisivo no desenvolvimento inicial da soja e na formação do sistema radicular.

Com menos fósforo disponível, a planta pode aproveitar pior os demais recursos do solo. O corte, portanto, tende a cobrar a conta mais adiante, na produtividade.

Segundo a empresa, o desafio da safra está em equilibrar rentabilidade, produtividade e uso eficiente dos nutrientes. Filipe Miranda, Gerente Sênior de Portfólio da Mosaic, descreve a equação que o produtor tem pela frente e defende preparar solo e planta desde o início:

“O produtor está diante de uma equação que exige cada vez mais eficiência: produzir mais, ou preservar o potencial produtivo, utilizando os recursos de forma racional. Em um cenário de maior imprevisibilidade climática, preparar o solo e a planta desde o início é fundamental. Isso passa por uma nutrição equilibrada, pelo desenvolvimento de raízes e pela adoção de tecnologias capazes de aumentar a eficiência de aproveitamento dos nutrientes”

Carbono e biológicos ampliam o leque de ferramentas

Além dos fertilizantes minerais, ganham espaço soluções que associam nutrientes a frações ativas de carbono e tecnologias biológicas. O foco é a interação entre solo, planta e microrganismos.

O carbono da biomassa vegetal vem da fotossíntese, a partir do CO₂ atmosférico. Já o carbono orgânico do solo sustenta a atividade biológica, a ciclagem e a disponibilidade de nutrientes, além da estrutura e da resiliência dos sistemas produtivos.

Nessa linha, a Mosaic lançou em 2026 o BioBlend, que incorpora frações ativas de carbono diretamente ao grânulo do fertilizante. Segundo a empresa, a tecnologia busca apoiar a fisiologia da planta nos estágios iniciais, estimular o crescimento radicular e ajudar a cultura diante de estresses como veranicos e oscilações de temperatura.

A lógica é que raízes bem estabelecidas ampliem a capacidade de explorar o solo e de acessar água e nutrientes ao longo do ciclo. Para Miranda, isso muda a forma de olhar a adubação:

“Quando falamos em nutrição, não estamos olhando apenas para o fornecimento de um nutriente isoladamente, mas para a interação entre solo, raiz, planta, água e nutrientes. O uso de tecnologias associadas ao carbono e a soluções biológicas amplia essa visão sistêmica, ajudando a aumentar a eficiência produtiva e contribuindo para uma agricultura mais sustentável”

Checklist para decidir a adubação antes do plantio

A recomendação é decidir a partir de uma visão integrada da área. Entram na conta o histórico produtivo, a análise e a fertilidade do solo, a expectativa de produtividade e as condições climáticas da região.

Os principais pontos de atenção são:

  • Evitar cortes indiscriminados, sobretudo em nutrientes essenciais ao início do ciclo e às raízes;
  • Definir o programa nutricional com base na produtividade esperada;
  • Avaliar fósforo, potássio e enxofre conforme a necessidade da cultura e o solo;
  • Buscar eficiência na aplicação, ajustando fonte, dose, momento e local;
  • Priorizar o desenvolvimento radicular para ampliar o aproveitamento de água e nutrientes;
  • Considerar tecnologias complementares, como fertilizantes de alta eficiência, carbono ativo e soluções biológicas;
  • Incluir a sustentabilidade no planejamento, produzindo mais nas áreas já em uso.

Para a Mosaic, a combinação entre conhecimento agronômico, manejo adequado e tecnologias de nutrição pode ajudar o produtor a atravessar um cenário de maior incerteza sem abrir mão do potencial produtivo da lavoura.

Você pode gostar de ler

Não perca nossas publicações!

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

0 Comentários

Envie uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

©2026 FOOD FORUM NEWS

ENTRE EM CONTATO

Envie um e-mail e retornaremos muito em breve!

Enviando

Fazer login com suas credenciais

Esqueceu sua senha?