Aporte de abril de 2026 a março de 2027 representa alta de 41% ante o ciclo anterior e reforça a frente de sustentabilidade iniciada na COP30
O iFood anunciou nesta terça-feira (16) um investimento recorde de R$ 24 bilhões no Brasil, referente ao ano fiscal de abril de 2026 a março de 2027. O montante representa crescimento de 41% em relação ao ciclo anterior e foi revelado durante o iFood MOVE 2026, maior evento para restaurantes, varejo e conveniência da América Latina, realizado em São Paulo.
A companhia, que completa 15 anos de operação, conecta hoje 65 milhões de consumidores a 500 mil estabelecimentos em mais de 2 mil cidades brasileiras. São mais de 180 milhões de pedidos processados por mês, com apoio de 600 mil entregadores parceiros espalhados pelo país.
Para o CEO Diego Barreto, o aporte reflete um compromisso de longo prazo com o país onde a empresa nasceu. Ao anunciar os números, ele destacou que cada real investido movimenta o ecossistema inteiro, dos restaurantes aos entregadores:
“Os R$ 24 bilhões que anunciamos refletem nosso compromisso de longo prazo com o Brasil, onde nascemos e estamos há 15 anos. Cada real investido faz o ecossistema inteiro girar junto: estabelecimentos vendem mais, entregadores passam a ter mais oportunidades de renda, os consumidores ganham em conveniência e melhores serviços e a tecnologia brasileira avança.”
Cinco frentes concentram o novo aporte do iFood
O investimento se concentra em cinco eixos principais: fortalecimento dos restaurantes parceiros; expansão de novas categorias, como farmácias, supermercados, lojas e pet shops; desenvolvimento de tecnologia própria; soluções para além do delivery, com o iFood para Comer Fora; e o iFood Pago, fintech voltada ao setor de alimentação.
Duas frentes de produto ganham destaque na estratégia de aquisição de clientes. O iFood Hits permite que restaurantes ofereçam refeições a preços mais baixos de forma sustentável, enquanto o iFood Turbo atende à demanda por entregas ultrarrápidas.
Fipe mede o “efeito iFood” na economia e nos pequenos negócios
Uma pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) mostra que as atividades do iFood já representam 0,70% do PIB nacional e movimentaram R$ 167 bilhões na economia brasileira em 2025. O ecossistema da empresa foi responsável pela criação de 1,18 milhão de postos de trabalho diretos e indiretos.
O levantamento também aponta um efeito protetivo para pequenos negócios. Segundo a Fipe, a adesão ao iFood reduz em até 60% o risco de falência no longo prazo de estabelecimentos de pequeno porte, um dado que ajuda a explicar a resiliência do setor mesmo em cenários econômicos mais apertados.
Tecnologia própria ganha peso com o large commerce model
Os investimentos em tecnologia e inovação devem ultrapassar R$ 2 bilhões neste ciclo. Parte relevante dos recursos vai para a evolução de agentes de inteligência artificial e para o Large Commerce Model (LCM), modelo proprietário de IA generativa desenvolvido em parceria com a Prosus.
O LCM aprende com cliques, buscas, compras, cancelamentos e avaliações dos usuários, sempre de forma anonimizada, para interpretar intenção de compra. A empresa afirma que o modelo já sustenta notificações e recomendações mais precisas a um custo inferior ao de soluções proprietárias equivalentes.
Crédito do iFood Pago chega a mais restaurantes
O fortalecimento do ecossistema passa também pelo iFood para Comer Fora, iniciativa que ajuda restaurantes a integrar a jornada online e presencial dos clientes, reduzindo a ociosidade dos salões. Já o iFood Pago amplia o acesso a crédito para pequenos e médios negócios, que respondem por mais de 70% da base de parceiros.
Uma pesquisa da Ipsos com restaurantes que usaram crédito do iFood Pago traz números expressivos sobre o impacto da fintech. Segundo o levantamento, 79% dos entrevistados relatam impacto positivo nos negócios, 77% dizem que o recurso ajudou a crescer e mais de 63% não haviam conseguido aprovação no sistema financeiro tradicional.
O que o investimento significa para os entregadores
Com o aumento esperado no volume de pedidos, a companhia projeta crescimento de 20% a 25% na renda total gerada para entregadores, mais da metade proveniente de aporte direto do iFood. Os investimentos em impacto social também continuam: o programa Meu Diploma do Ensino Médio já formou 15 mil pessoas, das quais 45% relatam aumento de renda após concluir os estudos.
Outra iniciativa, o Chega Junto, que apoia projetos de segurança, saúde e educação liderados por entregadores, recebeu R$ 10 milhões nesta edição, dez vezes mais que na anterior. A rede de pontos de apoio para descanso dos profissionais cresceu 90% no período.
Sustentabilidade: iFood Pedal amplia frota de e-bikes com a Tembici
O novo ciclo de investimentos dá sequência a uma frente que a companhia já vinha reforçando fora do delivery tradicional. Durante a COP30, em Belém, o iFood havia anunciado a ampliação do iFood Pedal, em parceria com a Tembici, tornando-o o maior programa de descarbonização de delivery por bicicletas elétricas da América Latina.
O contrato prevê a possibilidade de expansão para até 45 mil e-bikes, sendo 20 mil incorporadas até 2027, o que deve elevar a frota total a mais de 25 mil bicicletas elétricas em operação no país. Para viabilizar essa ampliação, o iFood destinou até R$ 300 milhões, com redução estimada de 7,5 mil toneladas de CO₂ por ano.
A frente de mobilidade sustentável também rendeu à empresa reconhecimento internacional. O programa figurou no relatório Last Mile Delivery, do Fórum Econômico Mundial, e o iFood é a única representante brasileira na coalizão global Deliver-E, apoiada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Sobre o momento do anúncio, na ocasião, a CSO e vice-presidente de Impacto e Sustentabilidade do iFood, Luana Ozemela, destacou a conexão entre crescimento e responsabilidade ambiental:
“Fazer esse anúncio durante a COP30 reforça o compromisso do iFood com um crescimento sustentável e com a liderança na transição energética no Brasil. Mostramos que é possível conciliar propósito, tecnologia e impacto positivo em escala.”
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