Por Lucas Infante – Food To Save*
A implementação do “Best Before” no Brasil poderia trazer mudanças significativas para o consumo e a gestão de alimentos.
Por exemplo:
- Educação e conscientização: Adotar o “Best Before” incentivaria os consumidores a compreenderem melhores os rótulos e evitarem o descarte de alimentos que ainda estão bons para consumo, ajudando a mudar hábitos e promover o consumo consciente.
- Menos desperdício alimentar: Embora o desperdício no varejo brasileiro seja pequeno em comparação com outras etapas da cadeia, ainda há espaço para redução. Muitos alimentos com “Melhor Antes”, como enlatados, massas e laticínios, acabam descartados por confusão com os “dados de validade”.
- Acesso mais democrático:Empresas poderiam criar campanhas com descontos em produtos próximos ao “Best Before”, tornando alimentos de qualidade mais acessíveis para famílias de baixa renda.
Mas há desafios: É necessário investir na educação do consumidor para evitar confusões e garantir a segurança alimentar.
O Brasil, com seu clima tropical e dimensões continentais, apresenta particularidades que demandariam adaptações no transporte e armazenamento.
Destaco abaixo a entrevista do presidente da ABRAS – Associação Brasileira de Supermercados, o João Galassi, comentando sobre a iniciativa que é defendida como uma das importantes alternativas para baratear o preço dos alimentos e também servindo como uma recomendação de até quando seria mais adequado consumi-los.
Então, qual é o potencial do “Best Before” por aqui?
Apesar de não ser uma solução única, pode ser uma ferramenta poderosa dentro de uma estratégia maior para reduzir o desperdício e educar sobre o consumo responsável.
Lucas Infante é fundador e CEO da Food To Save
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