Após 36 anos à frente da enologia, Philippe Mével transfere o comando técnico a Bruno Munhoz, enquanto Eugenio Barbieri consolida a gestão dos vinhedos em Garibaldi
Na elaboração de um espumante, o tempo é parte essencial do processo. Na construção de uma liderança enológica, também. É com essa visão que a Chandon Brasil conduz a transmissão oficial de sua liderança técnica. O processo está em andamento e terá culminância na vindima 2027.
Instalada em Garibaldi, reconhecida historicamente como a capital brasileira do espumante, a Maison foi fundada em 1973. Tornou-se a primeira vinícola do país dedicada exclusivamente à elaboração de espumantes. Desde então, apoia sua trajetória no rigor técnico, no respeito ao tempo e na busca constante por inovação.
A passagem de saberes assegura a continuidade do estilo da casa e valoriza a formação de lideranças dentro da marca. Philippe Mével, figura central da enologia da Chandon ao longo de 36 anos, supervisiona o processo de forma contínua. A condução da área passa progressivamente para Bruno Munhoz. Eugenio Barbieri, por sua vez, consolida a gestão dos vinhedos e da viticultura.
Mével permanece na casa com foco em projetos globais
Philippe Mével não deixa a Chandon. Em paralelo à transição, ele segue na empresa e dedica-se especialmente ao desenvolvimento e a novos projetos globais da marca.
Entre eles está o aconselhamento enológico para a Chandon China. A marca integra uma comunidade global que também está presente na Argentina, nos Estados Unidos e na Austrália.


Bruno Munhoz amplia responsabilidades na enologia
Atual gerente da enologia da Chandon Brasil, Bruno Munhoz assume gradualmente responsabilidades ampliadas ao longo do processo. Sua trajetória profissional foi construída em contato direto com a cultura, os processos e os princípios que orientam a elaboração dos espumantes da marca.
Ao lado de Mével, Munhoz participou de uma rotina de decisões técnicas, experimentações e trocas de conhecimento que consolidaram sua experiência. A formação inclui graduação em Agronomia pela UFSC e mestrado em Viticultura, Enologia e Gestão de Vinícolas pela Montpellier SupAgro, pelo programa Excellence Eiffel.
Munhoz também obteve o Diplôme National d’Œnologue, na França, e teve uma sólida passagem pela Champagne Bollinger.


Eugenio Barbieri leva a experiência dos vinhedos próprios
Na frente de viticultura, Eugenio Barbieri traz a solidez de uma vida dedicada à terra. Nascido em 1971 em Farroupilha, berço da imigração italiana na Serra Gaúcha, é filho de agricultores. Desde a infância, desenvolveu uma ligação profunda com a videira.
Engenheiro agrônomo pela UFRGS, formado em 1995, Barbieri ingressou na Chandon em 1998. Assumiu a gestão total da viticultura em 2000.
Hoje, lidera o projeto estratégico dos vinhedos próprios em Encruzilhada do Sul. Ele também comanda iniciativas de vanguarda em viticultura regenerativa e projetos socioambientais.
Gastronomia da Serra reforça a celebração
Para celebrar o momento e homenagear a comunidade e as raízes locais que sustentam a marca, a Chandon promove uma experiência gastronômica imersiva. O encontro une os espumantes da Maison à alta gastronomia do território.
A iniciativa conta com a parceria do Garibaldi Gastro, movimento que reúne os principais expoentes da cena gastronômica da Serra Gaúcha. Participam o chef Rodrigo Bellora, à frente do Vale Rústico, e a chef Dona Odete, com a filha Raisa. A dupla celebra as raízes italianas de Garibaldi na Osteria della Colombina.
Completam o time o chef Altemir Pessali, da Trattoria Primo Camilo, e a Devorata, marca de chocolates artesanais representada por Mariana Milani.
Identidade própria construída em cinco décadas
Com vinhedos e operações ligados aos terroirs de Garibaldi e de Encruzilhada do Sul, a Chandon desenvolveu no Brasil identidade própria. Ela se baseia no método Charmat longo. A marca também aposta na interpretação de diferentes terroirs e na busca contínua por qualidade, inovação e sustentabilidade.
A transição em curso, segundo a empresa, dá continuidade ao saber-fazer construído ao longo de mais de cinco décadas no Brasil.
