Programa gratuito capacita mulheres para operar máquinas pesadas no agronegócio e impulsiona inclusão feminina no setor
Iniciativa pioneira no Rio Grande do Sul está revolucionando a capacitação profissional no agronegócio. Com 130 inscrições na primeira edição, o programa gratuito treinou 27 mulheres para operar máquinas pesadas no agronegócio em março de 2025, oferecendo aulas teóricas e práticas para operação de máquinas como tratores e escavadeiras.
A ação ajuda a combater a escassez de mão-de-obra qualificada e abre portas para a inclusão feminina em um mercado historicamente masculino.
Projeto forma mulheres para operar máquinas pesadas no agronegócio e amplia oportunidades
Idealizado pela engenheira civil Diana Azambuja e pela assistente social Michelle Clos, o programa surgiu da necessidade de suprir a falta de profissionais técnicos na região e da baixa participação feminina no setor.
“Queremos mostrar que as mulheres podem ocupar essas vagas e que os empregadores devem incluí-las nos processos”, explica Diana.
Desafios na formação de mão-de-obra para o agronegócio
A carência de profissionais qualificados no agronegócio e na construção pesada é um obstáculo para o crescimento do setor. Segundo dados do SICEPOT-RS, apenas 8% dos operadores de máquinas pesadas no estado são mulheres.
O projeto busca reverter esse cenário, alinhando-se a tendências globais de diversidade e eficiência operacional.
Mulheres operando máquinas no agro: sucesso que inspira
A primeira turma do projeto já demonstra resultados promissores. As participantes passaram por 40 horas de formação, incluindo disciplinas como segurança do trabalho e geologia, além de treinamento prático em equipamentos cedidos pela SLC Equipamentos e John Deere. Michelle Clos destaca:
“Esperamos que 40% das formadas sejam contratadas, elevando sua renda em até 30% – um avanço crucial, já que muitas são chefes de família”.
Parcerias estratégicas no programa que promove mulheres para operar máquinas pesadas no agronegócio
O projeto conta com apoio do SICEPOT-RS, FIERGS, Coesul e empresas como MGM Rental e FBS.
Essas alianças garantem estrutura técnica e visibilidade, reforçando a importância da inclusão feminina para o desenvolvimento sustentável do agronegócio.
Perfis das idealizadoras
- Diana Azambuja: Engenheira civil com mestrado em Geotecnia pela UFRGS, atua há 20 anos em grandes obras e é professora de Inovação e Tecnologia.
- Michelle Clos: Doutora em Gerontologia Biomédica e especialista em políticas públicas, coordena projetos de impacto social na área de longevidade e inclusão.
Próximos passos
A segunda etapa do treinamento prático ocorrerá em abril, com previsão de novas turmas ainda em 2025.
O sucesso da iniciativa já inspira propostas similares em outros estados, evidenciando o potencial de transformação do setor por meio da equidade de gênero.
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