Fundação Banco do Brasil e Embrapa IrrigaPote
Reading Time: 2 minutos

Fundação Banco do Brasil fortalece sistemas agroflorestais e preservação da água com projetos no Pará e Distrito Federal

A Fundação Banco do Brasil está transformando realidades rurais com projetos que unem sistemas agroflorestais e preservação da água, garantindo segurança alimentar e hídrica em regiões críticas. No Pará, a agricultora Renata Campos superou a seca com a tecnologia social IrrigaPote, certificada pela fundação em 2024, enquanto no Distrito Federal, o assentamento Canaã recupera áreas degradadas na bacia do Alto Descoberto.

Ambas as iniciativas mostram como soluções de baixo custo e conhecimento coletivo podem reverter cenários de escassez.

Por que sistemas agroflorestais e preservação da água são vitais para o futuro do agro?

Renata Campos, ex-funcionária de supermercado e hoje produtora orgânica em Tucuruí (PA), quase desistiu da agricultura após perder plantações na estiagem. Com apoio da Embrapa e do Ministério Público do Pará, adotou o IrrigaPote, método que armazena água da chuva em potes de argila enterrados, distribuindo-a conforme a necessidade das raízes.

“A técnica é simples, mas revolucionou minha produção”, afirma. Já no DF, Tania Aguiar lidera o projeto Comunidades Agroflorestais – Plantando Água e Tecendo Vidas, que recuperou 1,8 milhão de metros quadrados de solo degradado por monocultivo de eucalipto. “Sem água, não há produção. Estamos replantando espécies nativas e integrando agricultura sustentável”, explica.

A Fundação Banco do Brasil investiu R$ 1,8 milhão no projeto do DF, que alia formação em agroecologia à recuperação de bacias hidrográficas essenciais para abastecer Brasília. “Essas tecnologias sociais combinam saberes tradicionais e ciência, promovendo transformação real”, destaca Kleytton Morais, presidente da fundação. Segundo a ONU, 40% da população global sofre com escassez hídrica – problema agravado no Brasil por desmatamento e práticas insustentáveis.

O IrrigaPote, por exemplo, capta água pluvial por calhas e a armazena em potes conectados a um sistema de boia, garantindo irrigação autônoma. “As raízes buscam a umidade dos potes, evitando desperdício”, detalha Renata. No DF, os sistemas agroflorestais recuperaram nascentes e reduziram erosão, assegurando água para 2 milhões de pessoas. “Preservar a bacia do Alto Descoberto é proteger o futuro da capital”, reforça Tania.

Para Morais, a lição é clara: “Investir em sistemas agroflorestais e preservação da água não é opção, mas urgência. Cada projeto é um passo contra a crise climática e a fome”. Enquanto o IrrigaPote ganha escala no Norte, o modelo do DF inspira políticas públicas. Resta saber: o Brasil conseguirá replicar essas soluções antes que o tempo se esgote?


Leia também:

Brigada Indígena protege agroflorestas no Sul do Amazonas
Mudanças de uso da terra impacta o carbono do solo, aponta Embrapa
CRA Sustentável expande operação e passa a financiar cacauicultura na Amazônia 

0 Comentários

Envie uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

FOOD FORUM NEWS

Direitos de Copyright Reservados 2025 - 24x7 Conteúdo Editorial CNPJ 41.841.726/0001-34

Entre em contato conosco!

We're not around right now. But you can send us an email and we'll get back to you, asap.

Enviando

Fazer login com suas credenciais

Esqueceu sua senha?