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Mercado global de proteínas deve chegar a US$ 36,7 bilhões até 2030; Cooperoeste e SIG já se movimentam com iogurtes proteicos em embalagens sustentáveis

A corrida por alimentos com propósito nutricional está transformando toda a cadeia produtiva de alimentos — e não apenas as prateleiras dos supermercados. Do manejo no campo à escolha da embalagem que vai ao consumidor final, a crescente demanda por produtos proteicos e funcionais exige respostas coordenadas e inovação em cada elo. O movimento já tem números expressivos: análises recentes indicam que o mercado global de proteínas (ingredientes) deve alcançar US$ 28,32 bilhões em 2025, com projeção de atingir US$ 36,69 bilhões até 2030, avançando a uma taxa composta anual (CAGR) de 5,31%.

No Brasil, o movimento é igualmente expressivo. Segundo a pesquisa da Worldpanel by Numerator, o consumo de alimentos proteicos nos lares brasileiros cresce no MAT Q2’25, impulsionado por alta de 33% nas ocasiões de consumo e maior frequência semanal. Nesse cenário, os iogurtes se destacam com mais de 90% do universo de refrigerados proteicos, reforçando sua relevância estratégica no segmento.

Um mercado em expansão estrutural

O segmento vai além das proteínas convencionais. De acordo com a Mordor Intelligence, o nicho de proteínas funcionais — aquelas que oferecem benefícios fisiológicos além da nutrição básica — deve crescer de US$ 9,38 bilhões em 2025 para US$ 13,65 bilhões em 2030, com ritmo anual de 7,79%. Esse avanço está diretamente relacionado ao apetite crescente do consumidor por alimentos fortificados, bebidas funcionais, suplementos e soluções de nutrição personalizada.

Também o mercado global de proteínas de origem animal, estimado em US$ 9,85 bilhões em 2024, deve chegar a US$ 12,78 bilhões até 2029. Juntos, esses dados pintam um cenário em que a proteína deixou de ser apenas um macronutriente para se tornar um vetor de inovação e diferenciação competitiva em toda a indústria de alimentos.

O comportamento do consumidor brasileiro reflete essa transformação. O MAT Q2’25 mostra que a saudabilidade deixou de ser o principal motor de consumo de proteicos e deu lugar ao hábito, à praticidade e — especialmente entre as gerações mais jovens — à busca por experiência. Em outras palavras: a proteína virou rotina.

Oportunidades para toda a cadeia: do campo à embalagem

A resposta a esse movimento exige muito mais do que a reformulação de produtos. O estudo da Worldpanel by Numerator revela que os proteicos são consumidos majoritariamente de forma direta, “pura”, em momentos como lanche da manhã, lanche da tarde, café da manhã e pós-atividade física. Isso reforça a importância de embalagens práticas, com porções individuais, fácil abertura e alta portabilidade, além de formatos que permitam uso em receitas — tendência crescente entre consumidores de iogurte.

Para a indústria de alimentos, o desafio está em desenvolver fórmulas funcionais, otimizar fontes proteicas — animais, vegetais ou microbianas — e lançar SKUs que combinem alto valor nutricional com conveniência. No setor de embalagens, abre-se igualmente uma janela estratégica: formatos capazes de preservar a integridade das proteínas, ampliar a vida útil do produto, facilitar o consumo individual e, ao mesmo tempo, serem recicláveis ou sustentáveis ganham cada vez mais relevância competitiva.

Cooperoeste e SIG: inovação que já está nas gôndolas

Entre as empresas que já se movimentam nesse cenário, a Cooperoeste, cooperativa de laticínios sediada em Santa Catarina, ampliou seu portfólio da marca Amanhecer com o lançamento de iogurtes proteicos e doce de leite enriquecido. Os produtos utilizam embalagens tipo pouch com tampa SIG CloverCap, que agregam conveniência, garantem desempenho de vedação e preservam os atributos nutricionais do produto — uma resposta concreta à nova demanda por alimentos funcionais.

Sobre a proposta por trás da inovação, Ademir Wiezorek, presidente da Cooperoeste, contextualiza o posicionamento da marca:

“O consumidor de hoje quer mais do que sabor: busca performance, praticidade e propósito em cada escolha. Nosso Doce de Leite e iogurte com Proteína traduz exatamente essas expectativas, levando uma experiência moderna para uma categoria que faz parte da vida dos brasileiros.”

No lado da tecnologia de envase, a SIG se posiciona como parceira operacional para marcas que desejam acompanhar a expansão do mercado proteico. A empresa oferece tecnologia de envase flexível, formatos inovadores e barreiras funcionais que permitem às indústrias reagir com agilidade às tendências de consumo, entregando produtos protegidos, práticos e sustentáveis.

Renata Kasahara, Head de Marketing da SIG América do Sul, aponta o momento como uma virada estrutural para o setor:

“O momento favorece empresas que entendem esse movimento proteico como algo estrutural: ao inovar em ingredientes, processos e embalagens, elas podem capturar mais valor, fidelizar consumidores funcionais e se posicionar para a próxima geração de alimentos.”

Uma tendência sem volta

O cenário projetado pelos dados de mercado aponta para uma transformação duradoura na relação do consumidor com o alimento. A funcionalidade, a praticidade e a sustentabilidade da embalagem não são mais diferenciais isolados — tornaram-se parte integrante do valor percebido pelo consumidor. Para as marcas que conseguirem integrar esses atributos ao longo de toda a cadeia produtiva, o mercado de proteínas representa não apenas uma tendência, mas uma nova régua de competitividade.

Cooperoeste e SIG mostram que o caminho já está sendo trilhado. E o mercado, segundo as projeções, mal começou a se abrir.

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