Tecnologia desenvolvida pela MBRF conecta inteligência artificial com conveniência para transformar a experiência culinária dos consumidores para produtos Perdigão
Em uma iniciativa pioneira no setor global de alimentos, o Chatbot da Perdigão se tornou a primeira ferramenta do mundo capaz de ler e interpretar conteúdos compartilhados por usuários em múltiplos formatos – sejam áudios, fotografias ou mensagens de texto – para identificar ingredientes disponíveis e transformá-los em sugestões de receitas totalmente personalizadas.
A solução, desenvolvida pela marca Perdigão em parceria com as áreas de Marketing e CRM da MBRF, Marketdata&Match, DTI e WPPFLOW, representa um avanço significativo na aplicação de inteligência artificial voltada para o consumidor final. A tecnologia busca unir praticidade, acessibilidade e personalização em uma única plataforma conversacional.
Inovação que mantém a Perdigão relevante há nove décadas
A marca de alimentos com ampla aceitação pelos lares brasileiros, segundo o ranking Brand Footprint da Worldpanel by Numerator de 2025, aposta na tecnologia como extensão de sua tradição de excelência e proximidade com o consumidor. Com mais de 90 anos de história, a Perdigão encontra na inteligência artificial uma forma de continuar inovando e entendendo as necessidades do público.
Segundo Luiz Franco, diretor de Marketing e Inovação da MBRF, a novidade reflete o compromisso permanente da companhia com a qualidade e as demandas dos consumidores brasileiros.

“A MBRF tem como compromisso permanente a qualidade e as necessidades dos consumidores — é isso que mantém nossas marcas como sinônimo de confiança e excelência. A Perdigão é exemplo dessa trajetória. Manter-se relevante por mais de 90 anos exige inovação constante, e é esse espírito pioneiro que guia cada evolução da marca, inclusive em sua frente digital. Com essa nova solução, a Perdigão reforça sua vocação para inovar e aprimorar a experiência dos consumidores, unindo tecnologia, sabor e relações humanas de forma intuitiva e inspiradora”, afirma Luiz Franco.
Como funciona a tecnologia de leitura inteligente
A jornada do consumidor na plataforma começa com o envio de informações ao Chatbot Perdigão, que pode receber dados em três formatos distintos. Quando o usuário interage por áudio, a solução utiliza o recurso Speech-to-Text da Google Cloud Platform, realizando a transcrição automática das falas em tempo real.
Na sequência, o modelo Gemini 2.5 Flash, também desenvolvido pela Google Cloud, analisa o conteúdo transcrito e identifica padrões relevantes para personalizar a experiência. O sistema consegue destacar elementos-chave como ingredientes mencionados, tipo de ocasião de consumo, número de pessoas que serão atendidas e até mesmo o tempo disponível para o preparo da receita.
Quando a interação ocorre por meio de imagens, a tecnologia vai além do reconhecimento básico. O modelo implementado é capaz de identificar detalhes visuais dos ingredientes fotografados, gerando insights não apenas para criar sugestões culinárias adequadas, mas também para compreender padrões de preferências e comportamento de consumo dos usuários.
Após coletar e interpretar todas as informações fornecidas, o sistema se conecta à API da Perdigão para buscar e entregar a receita mais adequada ao perfil e ao contexto específico de cada usuário, considerando suas necessidades particulares.
Marketing conversacional e redução de desperdício
Ramon Finelli, diretor de Novos Negócios da DTI, destaca que a novidade eleva a experiência do consumidor a um patamar inédito no mercado global, liderando a convergência entre o marketing conversacional e a inteligência artificial.
“Essa solução evidencia como a inteligência artificial tem o poder de transformar interações cotidianas, agregando valor à jornada de consumo ao oferecer experiências mais práticas, personalizadas e conectadas às necessidades do público”, finaliza Ramon.
Para além da conveniência, a tecnologia também contribui para a redução do desperdício de alimentos ao ajudar consumidores a aproveitarem melhor os ingredientes disponíveis em suas despensas, criando receitas que fazem sentido com o que já possuem em casa.
Acessibilidade e inclusão no setor de alimentos
O desenvolvimento de soluções tecnológicas que facilitam o acesso à informação e promovem autonomia tem ganhado destaque na indústria de alimentos. Iniciativas que ampliam a acessibilidade para pessoas com diferentes necessidades representam um movimento importante para a inclusão no setor.
No Brasil, existem mais de 6,5 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência visual, segundo dados do IBGE, e tecnologias que convertem áudio em texto, reconhecem imagens e permitem comandos de voz representam avanços significativos para democratizar o acesso a produtos e serviços alimentícios.
Além das soluções digitais, o setor tem investido em embalagens mais acessíveis. Marcas como Sadia, pioneira ao disponibilizar informações em Braille desde agosto de 2000, e outras empresas têm adotado QR Codes com leitura de voz, relevos táteis e códigos NaviLens, que podem ser detectados por smartphones a até três metros de distância, dispensando o posicionamento preciso da câmera.
A Kellogg’s, por exemplo, testou embalagens do cereal Coco Pops com tecnologia NaviLens no Reino Unido, permitindo que pessoas com deficiência visual acessem informações sobre ingredientes e alergênicos por meio de áudio. A iniciativa marca a primeira aplicação dessa tecnologia em embalagens de alimentos.
Para pessoas com deficiência motora, também há inovações relevantes. A marca Innocent desenvolveu embalagens de sucos com tampas maiores que podem ser abertas com apenas uma mão e com menos força, facilitando o consumo por pessoas com mobilidade reduzida. Já a Handeepax criou embalagens em formato de tubo com fácil manuseio, permitindo melhor controle da quantidade utilizada.
Essas iniciativas demonstram que a acessibilidade no setor de alimentos vai além das tecnologias digitais, abrangendo desde o design de embalagens até a forma como as marcas se comunicam com todos os seus consumidores.








