Páscoa 2026 Kopenhagen Grupo CRM

Com portfólios renovados e parcerias estratégicas, as duas marcas do Grupo CRM apostam em inovação, indulgência e ampliação de ocasiões de consumo para liderar a categoria de chocolates na temporada

A Páscoa 2026 se desenha como um campo de disputa acirrado no mercado brasileiro de chocolates. Impulsionadas por resultados expressivos em 2025, Brasil Cacau e Kopenhagen — ambas pertencentes ao Grupo CRM — chegam à nova temporada com portfólios renovados, collabs inéditas e estratégias de crescimento que combinam inovação de produto, reposicionamento de preços e investimento em licenciados. A lógica é clara: conquistar mais ocasiões de compra, ampliar o acesso e transformar o período pascal em uma experiência plural, do consumo individual ao presente premium.

O movimento das duas marcas reflete uma tendência estrutural no setor: o consumidor brasileiro, mesmo pressionado pela inflação, mantém o hábito de comprar chocolates em datas comemorativas.

Pesquisa da Puratos publicada no Food Forum News indica que 75% dos consumidores brasileiros mantêm o consumo de doces mesmo em momentos de restrição orçamentária — índice bem acima da média mundial de 68%. Essa resiliência oferece terreno fértil para estratégias que combinam portfólio amplo, faixas de preço variadas e o apelo afetivo das collabs.

Brasil Cacau: crescimento de 40% em 2025 e 38 produtos para 2026

Após registrar crescimento histórico de mais de 40% na Páscoa de 2025, a Brasil Cacau entra em 2026 acelerando sua estratégia de expansão. O portfólio da marca chega a 38 produtos nesta temporada, sendo 18 lançamentos — uma renovação que representa quase metade da linha total. O foco está nas collabs com marcas de alta penetração no imaginário popular: Nesquik, Fini, KitKat, Charge, Lollo e Alpino, além da parceria afetiva com a Turma da Mônica, que reforça o território de presenteáveis e o apelo junto ao público infantil e às famílias.

Na Páscoa anterior, os ovos recheados em collab já cresceram a duplo dígito, confirmando o apetite do consumidor por combinações inusitadas e marcas queridas. A estratégia de cobranding posiciona Brasil Cacau como plataforma de inovação contínua e não apenas como fabricante de chocolates sazonais.

Marcos Freitas, Head de Marketing da Brasil Cacau, comenta sobre a estratégia de collabs:

“As collabs são hoje uma das principais alavancas de crescimento de Brasil Cacau. Por meio delas, a marca amplia a inovação do portfólio, alcança novos públicos e expande sua presença em diferentes momentos de consumo ao longo do ano. A estratégia busca gerar mais ocasiões de compra e transformar a Páscoa em uma experiência mais plural, que vai do consumo individual ao presente com valor afetivo.”

Campanha 360°: “Testada, aprovada e recheada”

A estratégia ganha expressão criativa na campanha 360° de 2026, intitulada “Testada, Aprovada e Recheada”, que integra produto, narrativa e experiência em uma única plataforma. Com foco nos atributos que têm impulsionado a escolha do consumidor — recheios generosos e collabs desejadas —, a campanha reforça o posicionamento de indulgência da marca. Pelo segundo ano seguido, o cantor Léo Santana protagoniza o QGG — o Laboratório de Recheios —, apresentando pilares como crocância, sabor, qualidade e diversão de forma leve e proprietária.

O uso do artista como embaixador segue uma lógica de continuidade narrativa que fortalece o reconhecimento da plataforma criativa. A ancoragem em atributos sensoriais, como a crocância e a cremosidade dos recheios, dialoga com um consumidor cada vez mais orientado pela experiência gustativa e não apenas pelo preço ou pela marca isolada.

Kopenhagen: reestruturação de portfólio, novos licenciados e crescimento de até 30%

A Kopenhagen chega à Páscoa 2026 com uma movimentação igualmente estratégica, porém com ênfase diferente: reestruturação do portfólio, reposicionamento de preços e intensificação dos investimentos em licenciados. A marca projeta crescimento de até 30% apenas na categoria de produtos licenciados, impulsionada pela chegada de personagens como Fofolete, Wandinha, Emily in Paris e Cerejinha, que se somam às parcerias já estabelecidas com Paris Saint-Germain, Manchester City e Moranguinho.

O portfólio total da Kopenhagen para a Páscoa 2026 reúne 41 produtos, distribuídos em oito categorias: Exagero, Recheados, Clássicos, Soul Good, Mil Delícias, Infantil, Licenciados e Lembranças. A nova arquitetura busca clareza na comunicação e eficiência na jornada de compra no ponto de venda, atendendo desde o consumidor que busca menor desembolso até o que busca a escolha superpremium.

Pedro Velardo Neto, Head de Marketing da Kopenhagen, fala sobre a estratégia para 2026:

“Estamos muito confiantes na Páscoa deste ano porque fizemos escolhas muito conscientes, olhando para o que o consumidor Kopenhagen valoriza. Ao equilibrar tradição e novidade, conseguimos fortalecer nossa proposta de valor e criar motivos reais para que as pessoas entrem em nossas lojas e vivenciem a marca de forma completa.”

Clássicos, reposicionamento de preços e inovação em sabores

Um dos movimentos mais relevantes da Kopenhagen nesta temporada é a criação da categoria Clássicos, que reúne ícones históricos da marca: Língua de Gato, Nhá Benta, Lajotinha, Crocante e Crocantinho. A iniciativa valoriza os produtos mais emblemáticos do portfólio, amplia sua visibilidade e simplifica a decisão de compra — especialmente importante em um ambiente de loja onde o consumidor é impactado por dezenas de opções simultâneas.

No campo do reposicionamento de preços, a marca passa a oferecer ovos a partir de R$ 89,90, ampliando o acesso sem renunciar à percepção de qualidade premium. A medida responde ao comportamento observado no mercado: consumidores mais racionais, que comparam, avaliam e buscam justificativa de valor antes de fechar a compra.

A inovação de sabores também ganha protagonismo. Na categoria Recheados, os novos sabores Pretzel, Macadâmia Caramelizada e Cookies & Cream seguem as principais tendências do mercado de confeitaria. Já a categoria Exagero — reconhecida pelos recheios abundantes e experiências sensoriais intensas — incorpora o novo sabor Pipoca, apelando para os consumidores que valorizam textura e crocância. O Chokonut Avelã retorna ao portfólio de Páscoa, atendendo à demanda de quem já conhecia e buscava o produto.

Mercado de cacau e o cenário para pequenos e grandes players em 2026

O contexto em que Brasil Cacau e Kopenhagen desenvolvem suas estratégias é marcado por uma variável relevante: a queda no preço internacional do cacau. Após atingir picos históricos em 2024, a commodity recuou para cerca de US$ 3.778 por tonelada em fevereiro de 2026. Conforme apurado pelo Food Forum News, esse movimento beneficia de formas distintas os diferentes tamanhos de player no mercado.

Grandes fabricantes — que operam com contratos futuros para garantir fornecimento com um ano de antecedência — ainda não sentem o alívio nos custos. Pequenos e médios produtores de chocolate, por outro lado, têm acesso imediato aos preços spot mais baixos, o que pode representar uma janela de competitividade temporária. Para marcas como Brasil Cacau e Kopenhagen, a questão é quando os contratos existentes serão renovados e de que forma a eventual redução de custos de matéria-prima será repassada à estratégia de preços ou investida em inovação de portfólio.

Indulgência e presenteável: o comportamento do consumidor de chocolates no Brasil

As estratégias das duas marcas se ancoram em uma compreensão compartilhada sobre o comportamento do consumidor brasileiro de chocolates: a indulgência resiste à pressão econômica e o presenteável ganha força como categoria autônoma. A ampliação de lembranças e itens de menor desembolso pela Kopenhagen — e o foco de Brasil Cacau em collabs com marcas afetivas — respondem a um mesmo insight: o chocolate de Páscoa é, antes de tudo, uma experiência emocional.

Esse posicionamento converge com dados do mercado. Segundo análise do Worldpanel publicada pelo Food Forum News, o mercado de FMCG na América Latina apresenta polarização crescente: crescem as marcas premium e as marcas próprias mais acessíveis, enquanto o segmento intermediário perde participação. Marcas que conseguem transitar entre o acessível e o superpremium — oferecendo ovos entry-level e produtos de alto valor percebido na mesma coleção — estão mais bem posicionadas para navegar esse cenário.

A Páscoa 2026 será, assim, um termômetro importante para a estratégia de collabs e licenciados no mercado brasileiro de chocolates. Os resultados de Brasil Cacau e Kopenhagen ao longo da temporada devem indicar se o consumidor continua disposto a pagar pelo valor afetivo das parcerias de marca — e em que medida a inovação de recheios e sabores sustenta o crescimento de duplo dígito que ambas as empresas perseguem.


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