Relatório da DigitalFoodLab revela queda de 25% no primeiro semestre de 2025 e destaca megadeals e aquisições em foodtech como exceções
Os investimentos em startups de FoodTech atingiram US$ 16 bilhões em 2024, um aumento de 25% em relação a 2023. No entanto, o primeiro semestre de 2025 registrou uma forte queda, com apenas US$ 5,5 bilhões captados – retrocedendo aos patamares de uma década atrás
De acordo com o relatório da DigitalFoodLab, um dado especialmente preocupante é a redução de 31% nos financiamentos em estágios iniciais (pré-seed e seed), o que pode comprometer a inovação futura no setor.
“Investimentos em startups emergentes de FoodTech declinaram mais de 31% em estágios iniciais, enquanto o tamanho médio dos deals também diminuiu.”
Concentração geográfica e megadeals
Os Estados Unidos consolidaram sua liderança, respondendo por 59% dos investimentos globais no primeiro semestre de 2025. Em contraste, a participação europeia encolheu para 12%, revertendo progressos recentes.
A recuperação observada em 2024 foi puxada por alguns megadeals, especialmente na área de delivery, como as rodadas da Zepto (Índia) e Wonder (EUA). Sem esses grandes aportes, o declínio teria sido contínuo.
“O aumento de financiamento em 2024 deveu-se principalmente a deals de delivery e, mais especificamente, a um punhado de megadeals.”
Aquisições e tendências promissoras

Apesar do cenário de investimentos restritos, as aquisições movimentaram mais de US$ 10 bilhões entre 2024 e o primeiro semestre de 2025. Desse total, US$ 6 bilhões foram direcionados a marcas inovadoras com apelo em bem-estar e healthy ageing.
“Marcas com propostas de wellness ou envelhecimento saudável atraíram grandes empresas, resultando em aquisições bilionárias.”
Destaques por categoria e região
- AgTech: investimentos retornaram a patamares pré-pandemia, com destaque para soluções em agricultura sustentável e regenerativa.
- Food Science: estável, com forte interesse em ingredientes funcionais e novas marcas de alimentos e bebidas.
- Delivery: em declínio, mas ainda relevante devido a megadeais isolados.
- Índia: impulsionada pelo delivery (Zepto).
- China: migrou para Food Science após anos focada em delivery.
- Europa: sem recuperação, com participação global em queda.
Falências e ajustes no ecossistema
O relatório também alerta para o alto número de falências e aquisições distressed, especialmente em vertical farming e proteínas alternativas. Empresas como Meati, Infarm e Bowery Farms enfrentaram dificuldades severas após anos de investimentos vultosos.
“O expurgo dos excessos de 2021/2022 ainda não terminou.”
Confira o relatório na íntegra clicando aqui.
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