Chandon Garden Spritz

Inovadora bebida pronta para servir da Chandon ganha rapidamente os mercados mundiais

Chandon Garden Spritz, lançado no Brasil em janeiro deste ano, já é um sucesso de vendas e positiva experiência na Chandon. O espumante é uma bebida refrescante que já está presente nos principais mercados internacionais como França e Estados Unidos. Herve Birnie-Scott, diretor da Chandon Argentina, define que o produto é fruto de um trabalho coletivo a partir da motivação da empresa para criar uma inovadora opção de bebida para atender às contínuas novas demandas de mercado.

Herve explica que a Chandon entende a importância de usar o vinho para fortalecer as conexões locais, junto ao público argentino que aprecia aperitivos. O consumidor buscava uma opção de bebida com fundo de gosto amargo, com bom equilíbrio de acidez e açúcar, e boa presença na boca.

ana paula bartolucci chandon argentina

Chandon Garden Spritz foi criado em Mendoza a partir da ideia e da coordenação do desenvolvimento do produto da enóloga-chefe Ana Paula Bartolucci.

Com pouco mais de 30 anos de idade e há seis anos trabalhando na Chandon, ela é a primeira mulher do time de 16 enólogos distribuídos no mundo.

Segundo Ana Paula, a ambição era criar algo sofisticado e ao mesmo tempo fácil de beber, com frescor, textura cremosa e um amargor elegante que convidasse a um segundo gole:

“Trabalhamos com as laranjas como se fossem uvas, estudando cada detalhe para extrair todo o seu potencial aromático, e usamos especiarias de diferentes partes do mundo para trazer camadas de complexidade.”

A uva como ingrediente não tem o amargor para se obter uma bebida bitter. A empresa iniciou os testes do licor para compor com o vinho a partir da adição de ingredientes cítricos. Optou pelo uso de laranjas orgânicas argentinas como ingrediente central: as cascas das laranjas passam por processos de secagem e desidratação para posteriormente se obter o extrato.

Outros ingredientes foram adicionados para compor o sabor e aroma amargo, incluindo extratos de cardamomo, de genciana, entre outras raízes. A soma desses extratos aromáticos e de sabor representa apenas cerca de 1% da composição do produto final, mas já faz uma grande diferença positiva no resultado do espumante.

“Existem infinitas possibilidades de se combinar especiarias e de formas de extrair aromas e sabores,” explica Ana Paula sobre a complexidade do processo de desenvolvimento do novo espumante.

Ela reforça que a elaboração dos novos produtos sempre contempla a adoção dos princípios de sustentabilidade. Todo o processo deve ser realizado de maneira mais artesanal possível, aproveitando o que a natureza fornece, afirma.

Segundo Herve, os testes de mercado junto aos potenciais consumidores foram realizados de forma inusitada, informal e aos finais de semana:

“Ana Paula sempre pegava algumas garrafas dos espumantes, com variadas composições, para degustar nos encontros com os jovens amigos. Sempre retornava com as impressões sobre amargor, acidez, teor de açúcar, prazer no consumo, para redefinir a composição do produto”.

Após dezenas de redefinições e testes com licores de bebidas cítricas, envolvendo todo o time de enólogos da Chandon, a empresa chegou ao Chandon Garden Spritz (marca que é usada no Brasil), que entendeu ser o melhor para o mercado.

Agora faltava o principal: a aprovação do novo produto pelo board da Chandon, na França. Hervé conta sobre a expectativa para apresentar o produto:

“Após quatro anos de trabalho, estávamos com o novo Chandon pronto e muito ansiosos com a resposta da nossa diretoria na França quanto a aprovação do novo e inovador produto. Felizmente, a resposta foi positiva e unânime para seguirmos com a produção e comercialização no mercado”.

Expansão para outros mercados

Lançado no Brasil em janeiro de 2025, o Chandon Garden Spritz rapidamente conquistou espaço entre os apreciadores de espumantes e de coquetéis, tornando-se a escolha ideal para ocasiões que vão de encontros ao ar livre e celebrações entre amigos a momentos de descontração no dia a dia.

Na temporada de verão 2025/26, a bebida ganha ainda mais visibilidade dentro do portfólio da marca e se consolida como um novo ícone no universo dos aperitivos prontos para servir, traduzindo um estilo de vida informal que valoriza a autenticidade e a inovação.

Adriano Ciavdar, Diretor de Marketing da Chandon, explica o sucesso da bebida no Brasil:

“O lançamento do Chandon Garden Spritz no Brasil tem sido um grande sucesso, especialmente porque o consumidor brasileiro busca novidades refrescantes e inovadoras. Acreditamos que o produto atende a uma demanda crescente por bebidas prontas para servir, que unem naturalidade e o savoir-faire do mundo dos espumantes, perfeitas para ocasiões informais do cotidiano”.

Pronto para servir, o drink pode ser finalizado apenas com gelo, uma fatia de laranja desidratada e um ramo de alecrim no verão ou com um toque de canela no inverno. Um ritual simples que traduz a proposta da marca de unir sofisticação e naturalidade.

Chandon Garden Spritz

Plano agressivo de sustentabilidade na Chandon

A Chandon, que está desde 1959 no mercado argentino, está atenta às demandas das comunidades, dos consumidores locais e aos impactos das mudanças climáticas. Existe a expectativa do mercado de que ofereça produtos de qualidade, inovadores, e que ao mesmo tempo adote práticas sustentáveis na sua produção e tenha atenção com os temas sociais. Afinal, a Chandon na Argentina atualmente é a maior indústria de vinhos na América Latina.

Entre as iniciativas, a empresa desenvolve trabalho com a comunidade local, promovendo educação integral, atividades artísticas e culturais, e oportunidades de trabalho.

Os investimentos nas diversas práticas agrícolas sustentáveis no cultivo e processamento das uvas estão nas prioridades. Mendoza é uma área de deserto, com baixíssima incidência de chuvas anuais e muitas restrições de captação de águas subterrâneas.

Os vinhedos da Chandon estão localizados em grande parte aos pés da Cordilheira dos Andes, que fornece água para as videiras quando ocorre o degelo após o período de inverno. As águas do degelo são direcionadas para canais ao longo dos vinhedos.

vinhedo Chandon Mendoza
Vinhedo Chandon em Mendoza. Crédito da foto: Celso Masson

Durante os períodos secos, a empresa adota práticas de agricultura regenerativa, promovendo a cobertura do solo com plantas rasteiras que nascem espontaneamente. A prática evita a erosão e a perda de nutrientes do solo com as fortes chuvas.

Outro ponto forte na atuação da Chandon Argentina está no processamento e uso dos resíduos industriais. A adubação dos vinhedos usa o composto orgânico de cascas e resíduos das uvas e das laranjas após o processamento na indústria.

 Mapas com os perfis da composição do solo de cada espaço dos vinhedos e imagens obtidas de satélite indicam o teor de água de todas as áreas dos vinhedos e o melhor cuidado para cada uma. A partir dessa informação, a empresa pode definir o uso preciso de irrigação e de cuidados de adubação.

Todo o controle é realizado por cinco engenheiros que fazem, todas as semanas, a medição dos parâmetros dos solos de todos os vinhedos para definir os insumos que necessitam para a saúde das plantas.

A fauna também é favorecida pois pode transitar livremente entre os vinhedos, ajudando no controle de insetos nocivos. Uma das inovações que criaram em Mendoza é um ninho para uma ave local chamada pititarra, que come todos os insetos que podem danificar os vinhedos.

vinhedo Chandon Mendoza

A Chandon Argentina é uma das seis propriedades no mundo. Morgane Pont-Bruyns, diretora global de cultura de marca da Chandon, afirma que até 2028 a empresa tem o compromisso de transformar os vinhedos próprios em todo o mundo, numa área de 1.400 hectares (isso equivale a quase 2.000 campos de futebol padrão FIFA) com a adoção de práticas de agricultura regenerativa. Isso limita drasticamente o uso de elementos químicos no vinhedo. Morgane reforça o posicionamento:

“30% das propriedades Chandon no mundo todo contam com os corredores de biodiversidade, fundamental para todos. Este é um investimento alto da empresa, mas temos muitos benefícios. Já não usamos defensivos agrícolas. É um sonho converter o planeta com a agricultura regenerativa e conseguir que 30% das propriedades vitícolas mundiais se comprometam com a implementação de corredores de biodiversidade, mas não acredito poder vivenciar isso, infelizmente.”

A empresa se vale do compartilhamento das boas experiências de cada país para beneficiar todas as outras operações mundiais. Por exemplo, o perfil dos vinhedos em Mendoza tem similaridades com o perfil dos vinhedos localizados na China; os vinhedos do Brasil, igualmente têm similaridades com os da Índia. Intercâmbios de aprendizados são fundamentais.

“Nossa ambição é mais realista: se conseguirmos produzir vinho espumante de qualidade e da maneira mais natural possível nos nossos seis cantos do mundo, até o final desta década, já nos sentiremos realizados!”, conclui Morgane.

* Fábio Cardo viajou à Mendoza para conhecer a Chandon Argentina a convite da Chandon Brasil.


2 Comentários
  1. […] Chandon Brasil deu destaque no estande ao Garden Spritz, ótima aposta para o período de calor que está chegando, e como um aperitivo elegante para todo […]

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