cerveja artesanal mnarsterpiece

Com opções que investem em inovação, saúde e sustentabilidade, cervejas artesanais ganham cada vez mais o paladar de apreciadores da bebida

No Dia Internacional da Cerveja, celebrado sempre na primeira sexta-feira do mês de agosto, o brinde vai para os donos de microcervejarias do país. Com inovação e criatividade e atentos às tendências do setor, os pequenos empreendedores do ramo estão colocando mais sabor e estilos de cervejas artesanais nos copos dos consumidores. A variedade de rótulos, combinações inusitadas de ingredientes e experiências de consumo cada vez mais personalizadas atraem atenção dos apreciadores da bebida.

As tendências observadas no mercado cervejeiro artesanal brasileiro se alinham com movimentos globais do setor de bebidas, especialmente no que diz respeito à busca por produtos funcionais e sustentáveis. Como destacado em análise recente sobre tendências de bebidas para 2024, a onda da busca pela saúde e bem-estar está moldando as tendências de bebidas e, respectivamente, o seu mercado, com um foco crescente em produtos funcionais, nutritivos e saudáveis para o dia a dia.

“As tendências no setor cervejeiro refletem um mercado em constante evolução, com foco em experiências diversificadas, saúde e sustentabilidade. A busca por experiências sensoriais e o aumento do consumo em casa também moldam o cenário atual da indústria.” Carmen Sousa, analista de Competitividade do Sebrae Nacional

De acordo com a especialista, além da preocupação com o meio ambiente, o mercado cervejeiro artesanal também se destaca na procura por ingredientes orgânicos, exóticos e regionais, com frutas e especiarias.

“Além disso, apresenta técnicas de fermentação inovadoras e colaborações entre cervejarias com objetivo de criar bebidas únicas”, acrescenta Carmen.

Arte em forma de cerveja

Para a microcervejaria Masterpiece, localizada em Niterói (RJ), cada cerveja é considerada uma obra prima. Com rótulos artesanais premiados dentro e fora do Brasil, a fábrica também se destaca pelo seu DNA de sustentabilidade com instalações com uso de energia solar, captação de água da chuva, entre outras práticas ambientalmente sustentáveis, mas também na preocupação com seus colaboradores e no cumprimento das legislações.

“Somos muito pequenos em relação às grandes marcas, mas nos diferenciamos no aspecto da sustentabilidade. Nesses cincos anos de produção, também focamos muito na qualidade. Somos a cervejaria mais premiada no estado do Rio de Janeiro e buscamos nos orientar de acordo com a evolução do mercado.” André Valle, CEO da Masterpiece

A microcervejaria possui uma linha de produtos diversificada de 28 rótulos que incluem estilos clássicos, premium, pub e premiadas. “Podemos nos dar ao luxo de criar cervejas diferentes e, com essa diversidade, conseguimos alcançar um público que gosta de experimentar cervejas variadas”, ressalta.

O negócio também investe em um bar da fábrica que no momento está em reforma para se tornar modelo de franquia que será lançada em breve.

“Nossa ideia é ter uma rede de bares franqueados seja quiosque dentro de shoppings ou pontos comerciais, O foco do negócio é fazer e vender cerveja, mas é preciso pensar em alternativas para superar as dificuldades de entrar no mercado convencional e a falta de recursos para abrir estabelecimentos,” adianta André.

Mais consciência no copo

Quando se fala em tendência, as cervejas sem álcool, baixo teor alcoólico, sem glúten e baixa caloria se apresentam como opções para os consumidores mais conscientes sobre saúde e bem-estar. O segmento tem apresentado crescimento significativo no país, como já evidenciado pelo crescimento do mercado de cerveja sem álcool no Brasil, que registrou perspectivas de crescimento de 24% em 2023.

Em São Paulo (SP), a cervejaria Luci foi criada para oferecer uma experiência saborosa, nutritiva e conectada com estilo de vida mais saudável e consciente. Desenvolvida há dois anos, ela entrou no mercado no final do ano passado com o desafio de apresentar uma nova marca que atendesse à demanda crescente dos consumidores brasileiros por motivos variados.

Os dois sócios e amigos de longa data, Danniel Rodrigues e Thiago Campacci, já consumiam cerveja sem álcool devido à prática de esportes e filosofia de vida.

“Nos conectamos pelo nosso desejo comum de proporcionar algo que fizesse bem para a vida das pessoas e a Luci, que vem de lucidez, nasceu para fazer isso acontecer.” Danniel Rodrigues, sócio da cervejaria Luci

Segundo ele, a criação da cerveja artesanal contou o apoio técnico da mestre cervejeira Bárbara Mortl e adota um formato conhecido como cigana na qual a produção é terceirizada.

“Estamos tendo uma percepção muito interessante dos nossos consumidores porque as referências que tínhamos no mercado não eram tão agradáveis ao paladar. Durante nossas degustações, as pessoas questionam se é realmente sem álcool porque o sabor é muito semelhante,” complementa Danniel.

Com cinco rótulos atualmente, a Luci investe no aspecto nutritivo da bebida com adição de vitaminas, ingredientes brasileiros e beneficiamento do lúpulo que possui características antioxidantes e anti-inflamatórias. Danniel acrescenta ainda que a participação em concursos tem sido importante não apenas pelo respaldo das premiações, mas também pela avaliação criteriosa de julgamento técnico.

Neste ano já conquistaram prêmios como a segunda melhor cerveja sem álcool no Concurso Brasileiro da Cerveja na edição em Blumenau (SC), terceiro lugar na Copa Sul-Americana de Cerveja em Bento Gonçalves (RS) e terceiro lugar na categoria de bebidas não alcoólicas durante concurso realizada durante a Naturaltech, maior feira de negócios da América Latina dedicada exclusivamente a produtos naturais, orgânicos e sustentáveis.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

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