Pesquisas internacionais associam o consumo regular do azeite de oliva extra virgem à proteção cardiovascular, longevidade, equilíbrio hormonal e saúde cognitiva nas mulheres
No mês em que se celebra o Dia Internacional das Mulheres, em 8 de março, a ciência reforça a relevância de escolhas alimentares que contribuam para a saúde e para a qualidade de vida feminina ao longo de todas as fases da vida. Entre os alimentos com maior respaldo científico nesse contexto está o azeite de oliva extra virgem — base da dieta mediterrânea e protagonista de importantes pesquisas globais nas últimas décadas.
É nesse cenário que a Filippo Berio, marca italiana de referência mundial em azeites, reforça sua atuação educativa junto ao público brasileiro, destacando as evidências científicas que sustentam o consumo regular do produto como aliado da saúde feminina.
Proteção cardiovascular com respaldo científico
Um dos estudos mais relevantes sobre o tema é o PREDIMED, publicado no New England Journal of Medicine. A pesquisa avaliou milhares de participantes, incluindo mulheres com alto risco cardiovascular. O estudo demonstrou que a adoção da dieta mediterrânea suplementada com azeite de oliva extra virgem esteve associada a uma redução de cerca de 30% na incidência de eventos cardiovasculares maiores, como infarto e AVC.
Sobre a saúde vascular, uma meta-análise publicada na revista Nutrition Reviews, da Universidade de Oxford, apontou que dietas enriquecidas com azeite de oliva contribuem para a melhora da função endotelial e para a redução de marcadores inflamatórios. Estes fatores estão diretamente ligados à prevenção de doenças cardiovasculares, que seguem entre as principais causas de mortalidade feminina no mundo.
Longevidade e redução de riscos de mortalidade
Um amplo estudo prospectivo acompanhou dezenas de milhares de mulheres por até 28 anos e identificou diferenças significativas de mortalidade conforme o consumo de azeite. Os dados mostram que as maiores consumidoras de azeite apresentaram 19% menor risco de mortalidade cardiovascular, 17% menor risco de mortalidade por câncer e 29% menor risco de mortalidade por doenças neurodegenerativas.
Outro dado relevante vem de um estudo publicado na revista Frontiers in Nutrition, com acompanhamento de até 18 anos. A pesquisa associou o consumo regular de azeite a uma redução de até 31% no risco de mortalidade por todas as causas, reforçando seu impacto positivo na longevidade.
Saúde cognitiva: azeite e prevenção da demência
Ao analisar os efeitos do azeite sobre o cérebro, um estudo publicado na JAMA Network Open indicou que o consumo de azeite de oliva esteve associado a menor risco de mortalidade relacionada à demência, com benefícios particularmente observados em mulheres.
Análises complementares também indicam que o consumo diário pode estar relacionado a até 28% de redução nesse risco, independentemente da qualidade global da dieta.
Equilíbrio hormonal, menopausa e saúde óssea
Publicado na PubMed Central, um estudo revelou que os compostos fenólicos do azeite extra virgem — como a oleuropeína e o hidroxitirosol — ajudam a regular os hormônios femininos, especialmente ao modular as vias do estrogênio. Os efeitos observados incluem redução dos fogachos da menopausa, melhora do sono e alívio das dores menstruais.
Os pesquisadores identificaram que esses compostos podem atuar como fitoestrogênios leves, com potencial benefício tanto para a saúde óssea quanto para a redução do risco de câncer de mama. Outro componente bioativo do azeite, o oleocanthal, apresenta ação anti-inflamatória capaz de reduzir contrações uterinas associadas à cólica menstrual, com mecanismos semelhantes aos de anti-inflamatórios não esteroidais.
O potencial efeito fitoestrogênico leve também é apontado como aliado da saúde óssea. As evidências indicam que o consumo regular de azeite, especialmente dentro do padrão da dieta mediterrânea, pode contribuir para a preservação da massa óssea em mulheres pós-menopausa e para a redução do risco de osteoporose.
Benefícios metabólicos e composição corporal
Os efeitos do azeite extra virgem alcançam também o metabolismo.
Um ensaio clínico randomizado demonstrou que seu consumo promoveu melhora da pressão arterial e da composição corporal em mulheres com excesso de gordura corporal, fortalecendo sua relevância na prevenção de doenças crônicas.
A visão da nutricionista
Em colaboração com a Filippo Berio, a nutricionista Martina Spina compartilha no perfil da marca no Instagram três razões para incluir o azeite de oliva na rotina alimentar diária. Sobre o tema, ela afirma:
“É uma gordura boa, rica em ácidos graxos monoinsaturados que ajudam a manter o colesterol sob controle e a proteger o coração. Contém polifenóis e vitamina E, antioxidantes que defendem as células do estresse oxidativo. O azeite de oliva, em comparação com muitos outros óleos vegetais, é mais estável, com uma composição lipídica muito mais equilibrada. Então, é perfeito para o uso diário.”
A profissional ainda alerta sobre o modo de uso adequado: o azeite extra virgem deve ser utilizado sempre cru, para manter intactos seu sabor e benefícios. Para o preparo de alimentos com aquecimento, a indicação é o azeite de oliva tipo único, mais delicado, que deixa os pratos leves sem encobrir os sabores.
Alimentação como estratégia de saúde feminina
Versátil, o azeite extra virgem pode ser incorporado em saladas, finalização de pratos, legumes, peixes e preparações cotidianas, preservando sabor e propriedades nutricionais. Para Eduardo Casarin, diretor da Filippo Berio no Brasil, o ingrediente carrega um valor que vai além do nutricional:
“Além de realçar o sabor dos alimentos, é um ingrediente que carrega tradição, qualidade e benefícios nutricionais comprovados. Incentivar seu consumo é também estimular escolhas mais saudáveis no cotidiano das mulheres.”
As evidências reunidas ao longo das últimas décadas consolidam o azeite de oliva extra virgem como um dos alimentos com maior potencial preventivo disponíveis na alimentação cotidiana — especialmente para as mulheres, em diferentes fases da vida.
Mais do que um ingrediente culinário, o produto se apresenta como ferramenta concreta de saúde, longevidade e qualidade de vida.
