amoreira preta

A Embrapa lançou a BRS Karajá, uma nova cultivar de amoreira-preta sem espinhos que promete revolucionar a colheita e o manejo da cultura. Com um aumento de 30% na eficiência da colheita e na poda em comparação com variedades com espinhos, a BRS Karajá facilita o trabalho dos agricultores, reduzindo o tempo necessário para tratos culturais e diminuindo o risco de lesões aos trabalhadores.

Além disso, a nova amora tem um sabor menos amargo, tornando-se mais atrativa para o mercado de consumo fresco e para processamento industrial.

Benefícios da BRS Karajá na colheita e manejo

A ausência de espinhos na BRS Karajá contribui significativamente para a melhoria na qualidade dos frutos e na eficiência das atividades no campo.

Segundo a Embrapa, essa característica permite uma colheita mais ágil e segura, possibilitando a realização em horários mais adequados e com menor risco para os colhedores.

O pesquisador Carlos Augusto Posser Silveira ressalta que a nova amoreira-preta facilita todas as atividades fitotécnicas do pomar, desde a condução da planta até a colheita, especialmente quando são adotados bons manejos de adubação e irrigação.

Crescimento da produção de amoreira-preta no Brasil

Nos últimos dez anos, a produção de amoreira-preta no Brasil dobrou, com áreas plantadas atingindo cerca de 1,1 mil hectares. A produção anual de frutas gira em torno de 15 a 20 toneladas por hectare, destacando o Brasil como um grande produtor, principalmente nas regiões Sul e Sudeste.

A Embrapa já desenvolveu dez cultivares adaptadas às condições brasileiras, respondendo às necessidades do mercado e dos produtores.

Características e formação da BRS Karajá

Desenvolvida a partir da polinização aberta de variedades americanas, a BRS Karajá se destaca por suas plantas de crescimento ereto e sem espinhos. As flores grandes e brancas com toques rosáceos florescem entre setembro e outubro, e os frutos começam a ser colhidos em novembro, estendendo-se até o final de dezembro.

Em condições ideais, como o uso de irrigação e condução em espaldeira, a produção da BRS Karajá pode atingir 2,73 kg por planta nos primeiros três anos, superando a média de outras variedades.

Disponibilidade da BRS Karajá no mercado

A BRS Karajá foi oficialmente registrada em março de 2023 no Ministério da Agricultura e será lançada durante a 47ª Expointer em Esteio, Rio Grande do Sul.

Mudas da cultivar já estão disponíveis em viveiros licenciados nas cidades de Pelotas (RS) e Ipuiuna (MG), possibilitando aos produtores o cultivo da nova amoreira-preta e a colheita dos primeiros frutos após um ano de plantio.

Com a introdução da BRS Karajá, a Embrapa reforça seu compromisso com o desenvolvimento de tecnologias que aprimoram a eficiência e a qualidade na produção de frutas, contribuindo para a sustentabilidade e a competitividade da agricultura brasileira.

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