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Programa do Sindiveg com foco em abelhas promove boas práticas no campo e a convivência harmoniosa entre a agricultura e a apicultura

Com mais de 20 mil espécies conhecidas no mundo, as abelhas são responsáveis por boa parte da polinização das plantas cultivadas. Estima-se que cerca de 70% das culturas agrícolas dependem, em algum grau, da ação de polinizadores para garantir produtividade e qualidade. Nesse cenário, a convivência harmoniosa entre agricultura e apicultura torna-se cada vez mais necessária. Para contribuir com essa missão, o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) conta com o programa Colmeia Viva.

Criada em 2014, a iniciativa teve início ouvindo agricultores, apicultores e especialistas para compreender os principais desafios da convivência no campo. Esse processo permitiu mapear causas da mortalidade de abelhas, aprofundar o conhecimento técnico e identificar oportunidades de melhoria nas práticas agrícolas e apícolas. Com base nesse percurso, o programa evoluiu para promover a coexistência entre agricultura e apicultura, por meio da disseminação de informações, capacitação e incentivo ao diálogo entre os setores.

“Acreditamos que é plenamente possível conciliar a produção agrícola com a proteção dos polinizadores. O Colmeia Viva nasceu justamente para mostrar que a adoção de boas práticas agrícolas, baseadas em orientação técnica e manejo responsável, reduz riscos às abelhas e contribui com o equilíbrio ambiental. Da mesma forma, as boas práticas apícolas desempenham papel fundamental no fortalecimento das colmeias, favorecendo a saúde e o bem-estar das abelhas”, afirma a bióloga e analista de Uso Correto e Seguro do Sindiveg, Isabela Rivato.

Dentro do pilar de Uso Correto e Seguro, o Sindiveg, por meio do programa Colmeia Viva, tem contribuído com discussões promovidas por órgãos municipais, estaduais e federais, ao participar de eventos e iniciativas voltadas à conformidade nas práticas agropecuárias e à defesa sanitária animal e vegetal. Nessas ocasiões, o programa compartilha conhecimentos técnicos e experiências consolidadas ao longo dos anos, contribuindo com orientações que fortalecem a convivência harmoniosa entre a agricultura e a apicultura.

Segundo Isabela, uma das frentes mais relevantes dessa atuação é o treinamento presencial oferecido a fiscais agropecuários e outros agentes multiplicadores.

“Esses profissionais são fundamentais para difundir o conceito do programa e orientar os agricultores na adoção de boas práticas no campo”, ressalta.

Como parte do esforço para disseminar informação técnica de forma ampla e qualificada, o Colmeia Viva publica artigos elaborados por pesquisadores sobre temas como a importância das abelhas como bioinsumo para o aumento da produtividade agrícola.

Suporte direto

Além das ações de campo e da produção de conteúdo, o programa oferece suporte direto por meio de um canal gratuito de atendimento técnico: o 0800 771 8000. Disponível para todo o Brasil, o serviço orienta agricultores, apicultores, profissionais do setor e demais interessados sobre boas práticas, esclarece dúvidas técnicas e também recebe relatos de casos de mortalidade de abelhas, contribuindo para o monitoramento e a prevenção de novos incidentes.

Outro destaque é o Colmeia Viva App, uma ferramenta gratuita que permite que agricultores e aplicadores de defensivos comuniquem previamente a realização de pulverizações aos apicultores locais. Isso possibilita que medidas de proteção sejam adotadas, como a remoção ou o isolamento das colmeias.

“Essa comunicação direta entre quem aplica defensivos e quem cria abelhas é essencial para prevenir perdas e fortalecer a colaboração entre as duas atividades”, conclui Isabela.

Iniciativas de proteção às abelhas se estende a muitas culturas no País

As iniciativas de proteção às abelhas e práticas sustentáveis ganham força em diferentes regiões. Matéria recente do Food Forum News sobre abelhas sem ferrão e meliponicultura destacou como a criação dessas espécies nativas, especialmente no Pará, contribui para a segurança alimentar, o fortalecimento da biodiversidade e o empoderamento de comunidades rurais, sobretudo de mulheres.

Outro conteúdo do portal abordou os efeitos das mudanças climáticas na apicultura, com foco em fenômenos como El Niño e La Niña, que alteram os padrões de temperatura e precipitação, afetando diretamente a produtividade e o bem-estar das colmeias.

Essas publicações reforçam a importância de programas como o Colmeia Viva, que promovem educação, diálogo e ação técnica para fortalecer a convivência entre agricultura e apicultura.

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