No encerramento do mês da cerveja, profissionais da Ambev mostram como ciência, tradição e formação se encontram na produção nacional
Agosto é conhecido no setor como o mês da cerveja, e o período costuma ser lembrado pelos brindes e pelas promoções. Mas a data também é uma oportunidade para revisitar a história de uma bebida milenar, construída a partir de receitas, ingredientes e técnicas aprimorados ao longo do tempo.
Hoje, manter essa cultura viva passa por entender os processos que estão por trás de cada rótulo. Na Ambev, esse conhecimento é desenvolvido por profissionais que combinam tradição, ciência e inovação para formar novas referências para o mercado cervejeiro.
Iniciativas como a Academia da Cerveja, somadas à atuação de mestres cervejeiros, sommeliers e especialistas em análise sensorial, sustentam esse investimento contínuo em formação técnica. Entre esses profissionais, as mulheres têm ocupado um papel cada vez mais relevante na preservação e disseminação desse conhecimento.
Da produção à sala de aula
Paloma Del Papa é cervejeira e professora da Academia da Cerveja, projeto de educação cervejeira da Ambev. Com 12 anos de experiência no setor, ela construiu uma trajetória que une produção, análise sensorial e ensino.
Sommelier de cervejas e certificada como Cicerone Beer Server, Paloma se formou em Tecnologia Cervejeira pela VLB Berlin, uma das instituições mais respeitadas em ciência e tecnologia cervejeira do mundo. Ela também atua como jurada em concursos nacionais e internacionais da categoria.
Para a cervejeira, o setor conecta ciência, tradição, gastronomia e pessoas, exigindo ainda um olhar constante para o consumo responsável da bebida.
Trinta anos de processo produtivo
Outra referência do setor é Juliana Jacomin Foresti, mestre cervejeira e gerente de processos da cervejaria da Ambev em Agudos, no interior de São Paulo. Formada em Engenharia de Alimentos, ela soma 30 anos de trajetória na companhia.
Ao longo desse período, Juliana acompanhou de perto a evolução da indústria cervejeira brasileira e se especializou em processos produtivos. Sua carreira ilustra como a troca de perspectivas técnicas contribui para a inovação e para a excelência operacional do setor.
Do chão de fábrica à consultoria
Chiara Barros, engenheira química e mestre cervejeira, iniciou sua trajetória na Ambev em 2004. Depois de cerca de oito anos na companhia, passou por diferentes fábricas e empresas do setor até se tornar consultora para cervejarias e indústrias de bebidas.
Hoje, Chiara atua em produtividade, qualidade, gestão sensorial, desenvolvimento de produtos e formação de profissionais. Sua trajetória mostra como o conhecimento construído dentro da indústria pode ultrapassar os limites das fábricas e alcançar todo o ecossistema cervejeiro nacional.
Formação que também gera renda

Esse conhecimento também ganha espaço em projetos que conectam cerveja, gastronomia e desenvolvimento profissional. É o caso do Juntas na Mesa, iniciativa de Stella Artois, marca da Ambev, voltada à equidade de gênero na gastronomia.
O projeto acaba de concluir seu primeiro ciclo com 150 mulheres formadas, entre 306 inscrições recebidas de 19 estados brasileiros e do Distrito Federal. A formação teve 60 horas de atividades, 100% online, e incluiu uma trilha dedicada ao conhecimento cervejeiro, desenvolvida em parceria com a Academia da Cerveja.
O ciclo reuniu mulheres de diferentes perfis socioeconômicos: 53,3% são empreendedoras e 71,3% vivem em contextos de renda per capita de até R$ 2 mil. A proposta é mostrar como o repertório cervejeiro pode se transformar em ferramenta de desenvolvimento profissional e de negócios.
No mês da cerveja, essas trajetórias reforçam que preservar a cultura cervejeira também significa investir em conhecimento e em pessoas, fortalecendo um setor cada vez mais diverso.
